Na hora de comprar um ar-condicionado, a etiqueta colorida do Inmetro é a melhor ferramenta para comparar consumo. O problema é que ela vem cheia de siglas. Vamos traduzir.
O essencial: prefira classe A com selo Procel, compare o consumo anual em kWh entre modelos da mesma capacidade e lembre que o IDRS maior significa aparelho mais eficiente.
A etiqueta do Inmetro
Todo ar-condicionado vendido no Brasil precisa exibir a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro. Nela você encontra:
- Classe de eficiência: de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).
- Índice de eficiência (IDRS): quanto maior, melhor.
- Consumo de energia: em kWh, calculado com um perfil de uso padrão. Serve para comparar modelos entre si.
- Capacidade de refrigeração e, nos quente e frio, de aquecimento.
O que é IDRS?
O IDRS (Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal) substituiu a forma antiga de medir a eficiência. Antes, o aparelho era testado em uma única condição fixa, o que favorecia pouco os modelos inverter. O IDRS simula o uso ao longo de um ano, com dias mais quentes e mais amenos e o aparelho trabalhando em diferentes cargas.
Na prática, ele reflete melhor o seu uso real e mostra a vantagem do inverter, que economiza justamente quando trabalha em carga parcial.
E o selo Procel?
O selo Procel é um reconhecimento extra, dado aos produtos mais eficientes de cada categoria. Ele não é obrigatório: um aparelho pode ter etiqueta do Inmetro sem ter o selo. Quando os dois aparecem juntos com classe A, você está diante de um dos modelos mais econômicos do mercado.
Como comparar dois aparelhos
- Mesma capacidade: compare 12.000 com 12.000, nunca 9.000 com 12.000.
- Classe: A primeiro.
- Consumo: entre dois classe A, o que tem menor consumo em kWh gasta menos.
- IDRS: o maior é o mais eficiente.
Um exemplo do nosso ranking, entre dois aparelhos de 12.000 BTUs: o Hisense Hi-Efficiency informa 337 kWh por ano, e o TCL Elite GV, cerca de 637 kWh, quase o dobro. A diferença de preço na compra pode sumir em poucos anos de conta de luz.
Quanto vai custar na sua conta de luz
O consumo da etiqueta usa um padrão de uso que pode ser diferente do seu. Para estimar o seu gasto, use a potência elétrica (em watts) informada no manual ou na ficha:
kWh por mês = potência (W) × horas por dia × dias ÷ 1.000
Depois multiplique pelo valor do kWh na sua conta. Esse cálculo dá o teto; um inverter bem dimensionado passa boa parte do tempo em potência reduzida e gasta menos. Há uma calculadora pronta no guia quanto gasta um ar-condicionado.
Dicas finais
- Fotografe a etiqueta na loja ou procure a imagem dela no anúncio antes de comprar.
- Desconfie de anúncios que não mostram a etiqueta nem a classe de eficiência.
- Um aparelho mais barato, mas de classe inferior, pode sair mais caro ao longo dos anos.
Veja os modelos mais eficientes no comparativo dos 10 melhores inverters de 2026.
Perguntas frequentes
O que é IDRS no ar-condicionado?
IDRS é o Índice de Desempenho de Resfriamento Sazonal. Ele mede a eficiência do aparelho considerando o funcionamento ao longo de um ano típico, com diferentes temperaturas e cargas, e não só em uma condição fixa de teste. Quanto maior o IDRS, mais eficiente o aparelho.
Qual a diferença entre a etiqueta do Inmetro e o selo Procel?
A etiqueta do Inmetro é obrigatória e mostra a classe de eficiência e o consumo do aparelho. O selo Procel é um reconhecimento adicional, dado aos modelos mais eficientes da categoria.
Ar-condicionado classe A gasta pouco?
Gasta menos que um aparelho de classe inferior com a mesma capacidade. Mas o gasto real depende das horas de uso, da temperatura escolhida e do tamanho do cômodo.
Como saber quanto o ar-condicionado vai gastar por mês?
Multiplique a potência elétrica (W) pelas horas de uso por dia e pelos dias do mês e divida por 1.000. O resultado é o consumo em kWh; multiplicando pela tarifa da sua conta, você tem o valor em reais. Esse é o teto: um inverter costuma gastar menos.



